* Nome?
Sandro, mas assino SLCoelho.

* Profissão?
Bibliotecário e Radialista.

* Meu humor?
Sou uma pessoa temperamental, porém, sou justo; só atravesso a rua se estiver com a razão!

* Coisas que gosto?
Cinema, música, futebol, livros...






Histórico:

- 22/03/2009 a 28/03/2009
- 15/03/2009 a 21/03/2009
- 04/01/2009 a 10/01/2009
- 30/11/2008 a 06/12/2008
- 16/11/2008 a 22/11/2008
- 27/07/2008 a 02/08/2008



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Hora do Planeta

Eis a prova de que tudo que começa com um ideal, e se forem feitas parcerias com entidades e instituições com responsabilidade, pode dar certo! A "Hora do Planeta" começou em Sidney - Austrália - em 31 de março de 2007, e hoje consegue polarizar todos os cantos do Planeta. Neste sábado, 28 de março, apague as luzes da sua casa por uma (1) hora entre 20h30 e 21h30. Curta agora, o filme do movimento.

 

SLCoelho



- Postado por: SLCoelho às 17h49
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LER DEVIA SER PROIBIDO

Ler ou não ler, eis a questão! Deixo a resposta para esta mineira de Ouro Preto - Guiomar de Grammont. Boa Leitura, ou, não...!


A pensar a fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido. Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madamme Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram, meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tornou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-lo com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas pra que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem necessariamente ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas.

É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, podem levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, podem estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.


Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos, em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista da sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais, etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há correntes, prisões tampouco. O que pode ser mais subversivo do que a leitura?


É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns. Jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não pra qualquer um. Afinal de contas, a leitura é um poder e o poder é para poucos. Para obedecer, não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.


Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.


Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

 

Guiomar de Grammont In: PRADO, J. e CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. p. 71-73.



- Postado por: SLCoelho às 09h28
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Playing for Change

Olá pessoas. Antes de qualquer coisa, quero desejar um ótmio 2009 para todos que acessam este cantinho, e gostaria de compartilhar com vocês esta música lindíssima e que faz parte deste movimento mundial do "Playing for Change". É a primeira das que podem vir por aí. Acessem o site http://www.playngforchange.com

Então, vamos curtir Stand by me com os "Artistas de todo o Mundo".

Abs a todos, SLCoelho

 



- Postado por: SLCoelho às 22h00
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Estação das Perdas

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme
sensação de inutilidade, de vazio.
Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido.
Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida,
aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente:
As perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero.
Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos.
Começamos a vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras
possibilidades nos surgem.
Ao perdermos o aconchego do útero,
ganhamos os braços do mundo.
Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta,
nos eleva e nos destrói.

E continuamos a perder e seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância.
A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem
de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado
nos assegura que não nos deixará cair...
E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar.
Por que? Perguntamos a todos e de tudo.
Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas,
irremediavelmente deixadas para trás.

Estamos crescendo.
Nascer, crescer, adolescer, amadurecer,
envelhecer, morrer.

Vamos perdendo aos poucos alguns
direitos e conquistando outros.
Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo,
quando algo nos é tomado contra a vontade.
Perdemos o direito de dizer absolutamente
tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres.
Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda
tememos dizer-lhe isso.

Receamos dar risadas escandalosamente da
bermuda ridícula do vizinho ou puxar as
pelanquinhas do braço da vó com a
maior naturalidade do mundo e ainda
falar bem alto sobre o assunto.
Estamos crescidos e nos ensinam que não
devemos ser tão sinceros. E aprendemos.

E vamos adolescendo
ganhamos peso, ganhamos seios,
ganhamos pelos, ganhamos altura,
ganhamos o mundo.
Neste ponto, vivemos em grande conflito.
O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos,ah ! os sonhos!!!
Ganhamos muitos sonhos.
Sonhamos dormindo, sonhamos acordados,
sonhamos o tempo todo.

Aí, de repente, caímos na real!
Estamos amadurecendo, todos nos admiram.
Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados.
Perdemos a espontaneidade.
Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo.
Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima dos outros animais?
A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de
modo lógico e racionalmente planejado?

E continuamos amadurecendo ganhamos um carro novo,
um companheiro, ganhamos um diploma.
E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço,
tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer.
Mas perdemos peso !!!
Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos - lhe
aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos,
ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento,
honrarias, títulos honorários e a chave da cidade.
E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.

De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas
(ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso e perdemos cabelos.
Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos,
deixamos de sorrir, perdemos a esperança.
Estamos envelhecendo.

Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal,
quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida,
pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.

Que a gente cresça e não envelheça simplesmente.
Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie.
Que tenhamos rugas e boas lembranças.
Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia.
Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos,
sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

Afinal, o que é o tempo?
Não é nada em relação a nossa grande missão.
E que missão!
Fique em Paz!

Autoria: Aila Magalhães



- Postado por: SLCoelho às 13h08
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Um Manifesto 2.0 do Bibliotecário



- Postado por: SLCoelho às 15h54
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TRIBUTO AO AMOR INCONDICIONAL

Uma pequena homenagem ao dia dos Pais. Não importa como eles são ou estão...um Pai ama seu filho com uma força incondicional...acima de qualquer outra...Presto aqui minha homenagem ao meu Pai, José Coelho, e aos meus irmãos Ederaldo (Papai de novo), Sérgio e José Luiz (que infelizmente vivenciou uma situação muito difícil).

Abs

SLCoelho



- Postado por: SLCoelho às 22h12
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SENHORITA...SHEBEBÊ

Já faz muito tempo...tudo bem, nem tanto assim(rs). Era meados de 1998, Eu e uma garota: Sheila! Aí, fui conhecer a cidade da Família dela, próximo a São João Del Rey, nas Gerais, uai!... Ah, o nome da cidade? Ritápolis. Assim como a música postada logo abaixo, Senhorita de Zé Geraldo, foi o pedido que fiz pra ela...e ela...aceitou! Hoje temos 2 frutos da nossa União...são os Homens da minha Vida: Pedro Luiz e Thiago Luiz. Bom, pra saber o que vem depois da música...só vivendo esta vida maravilhosa!!!

Viva a vida intensamente, e seja feliz!

Bjs e Abs

SLCoelho



- Postado por: SLCoelho às 11h13
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